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ITANHAÉM SP - LOCAÇÃO DA NOVELA MULHERES
DE AREIA
Por Paulo Camargo
Por Paulo Camargo
A cidade de Itanhaém, na praia dos Sonhos ou praia dos pescadores, no
litoral de São Paulo, ficou conhecida nacionalmente após as gravações da versão
original da novela Mulheres de Areia, na década de 1970. Hoje tem uma estatua
construída que fica nas pedras, é uma lembrança para os moradores e fachada de
turistas, depois de algumas reformas permaneci ali após os 40 anos.
A novela escrita por Ivani Ribeiro conta a
história de um jovem chamado Marcos Assunção está de volta à cidade litorânea de Itanhaém para
auxiliar nos negócios da família. O rapaz conhece e se apaixona pela doce Ruth,
filha de pobres pescadores, mas acaba envolvido por Raquel, a irmã gêmea. Quem protege e ajuda Ruth a ficar com Marcos é Tonho
da Lua, famoso por esculpir mulheres nas areias da praia, que dá o nome a
novela.
Novela escrita por Ivani Ribeiro e realizada
pela emissora Rede Tupi de Televisão ia ao ar no horário das 20h entre 23 de
março de 1973 e 05 de fevereiro de 1974. Este no de 2013 comemora 40 anos da
realização da trama. A novela tinha um grande elenco entre eles estava à
consagrada Eva Vilma Eva Wilma interpretava as irmãs Ruth e Raquel, Carlos Zara
que fazia o papel de Marcos Assunção, Alaor era vivido pelo Antonio Fagundes e
ator Gianfrancesco Guarnieri era o Tonho da Lua, eram presença frequente no local.
Pode-se Notar a Praia de Itanhaém na abertura da novela (ilha).
As gravações não aconteciam todos os dias,
já que as cenas do núcleo rico da novela aconteciam em São Paulo. Mas os principais
artistas, que interpretavam as personagens que viviam na ‘Praia dos
Pescadores’, é que eram vistos em Itanhaém.
Manchete de um jornal (nota-se na foto a Praia de Itanhaém).
As gravações das cenas estão na memória dos
moradores, segundo alguns depoimentos, quando as filmagens acabavam algumas crianças
pegavam os roteiros que eram descartados nas praias e brincavam com eles em
casa. Alguns pescadores da região fizeram parte da trama, a Casa que era de Ruth, Raquel e sua familia, e a casa de Tonho da Lua foi demolida. Segundo Paulo Franco de Camargo, estudante de pedagogia, dramaturgo e
cinema afirmam:
"A
Primeira vez que eu fui à praia na minha vida foi em Itanhaém, eu criança,
tinha 13 anos, ainda lembro que minha tia, meus primos fomos passar uma
temporada no começo do ano de 2001, os moradores comentavam sobre a Novela e as
Gravações dela lá, lembro também que eu fui na ilha cenário da novela, todo mundo comentava sobre isso, eu não acreditei muito não, com o passar do tempo descobri a verdadeira história, fiquei imaginado a trama e o lugar, em janeiro de 2012, dei uma passadinha próximo ao local e fiquei imaginado naquele matagal onde poderia ter sido as gravações da casa abandonada em que a raquel se escondeu, e isso me inspirou a escrever teatro e cinema."
A novela se tornou um grande sucesso
nacional, chegou a ser manchete diária na mídia, e hoje está em acervo, Se você tiver oportunidade, e for em Itanhaém, nas pedras próximo a ilha tem uma Imagem, uma estátua feita logo após o término das gravações da novela, esculpida pelo ator Serafim Gonzalez, poderá agora entender seu significado. Em 1993, foi feita uma regravação pela Rede Globo, exibida no quadro da tarde "Vale a Pena ver de Novo" em 2011, na versão desse remake Ruth era feito por Gloria Pires, que na original era feito por Eva e ganhou cenário foi a
praia de Paraty no rio de janeiro.
E para Saber Mais veja os vídeos:
E para Saber Mais veja os vídeos:
A Trilha Sonora da novela Mulheres de Areia de 1973, também foi um marco para época, como MPB4 - Navegantes que era tema dos pescadores do local, PhonoBand tema de abertura, Renato Teixeira que dava iniciava na carreira, ao ouvi-la você pode viajar na história da trama e conhecer um pouco sobre Itanhaém, e para os moradores resgatar a memoria os 40 anos. Foi lançada em LP.
01 - First Love - Phonoband
02 - The Night I Got Out Of Jail - Ten Wheel Drive
03 - Violão Vagabundo - Baden
Powell
04 - Maldição - Maria
Bethânia
05 - Geração do Amor - Phonoband
06 - O
Navegante - MPB-4
07 - Last Love - Phonoband
08 - Beautiful - The Isley Brothers
09 - Drops - Cynthia
10 - Te Amo Eternamente - Celso
Ricardi
11 - A Viola e o Cantador - Renato
Teixeira
12 - Easy Come, Easy Goes - Phonoband
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SÍTIO MIRIM - RUÍNAS HISTÓRICAS.
Após a
Conquista das terras brasileiras em 1500, a coroa de Portugal dividiu em faixas
administrativas chamadas de capitanias hereditárias, e a de São Vicente que deu
origem ao Estado de São Paulo. No Século XVI, essas regiões paulistas eram
conhecidas por a variedade de etnias indígenas dentre os quais os Tupiniquim,
Tupinambá, Potiguara, Guarani, Guainás entre outros.
Os
portugueses tinham o objetivo de subir a serra do litoral de São Paulo e se
instalar-se por conta da importância da geopolítica da região, por isso teve
apoio dos indígenas, entre eles o Tupiniquim Tibiriçá, cacique da aldeia de
Piratininga (Pátio do Colégio), tinha outros irmãos na aldeia de Mburuvixaba,
aldeia de Jerubatuba (Santo Amaro), que se chamava Caiubí, o outro da aldeia de
Ururaí (Ermelino Matarazzo e São Miguel Paulista), que chamava Piquerobi.
Entre
os séculos XV e XVIII, os paulistas, e portugueses se organizavam em bandeiras,
expedições que seguiam o rio Anhembi (Tietê), de canoa, rumo aos sertões em
busca de matérias e escravos indígenas. Nesse percurso, construíram com ajudas
dos índios do aldeamento de São Miguel de Ururaí uma casa feita de taipa e
pilão e usavam como local de repouso, conhecida como Sitio Mirim.
Sitio
Mirim ou Sitio Corumbataí (em alguns documentos antigos), segundo testamentos
residiram nesse imóvel remota a 1750, o Guarda-mor Francisco de Godoy Preto e
sua mulher Maria Pires de Camargo, se mudaram ainda em núpcias. São se sabe o
verdadeiro dono e a data de construção. As atividades produtivas do Sitio Mirim
incluíam criação de gado, produção de aguardente, cana de açúcar e cultura de
substância.
Desde
1750 até meados do século XX, diversos documentos descrevem muitos herdeiros do
local, segundo alguns moradores afirmam ter pertencido à família Bueno da
Veiga, e as construções foram mantidas.
Segundo
as informações de Marino Bacaicoa:
Tombada em 12 de maio de 1982, teve
o mesmo destino que o Sitio Piraquara, pois pertencia aos mesmos proprietários
do Sitio Piraquara. Até o Inicio do século XIX, nesta região havia criação de
búfalos (BACAICOA, Marino).
Portanto,
o Sitio Mirim também era do mesmo proprietário do Sitio Piraquara, uma casa
também bandeirista que foi Tombada, em ruínas e desapareceu sem nenhuma atenção
dos órgãos públicos, era um local que foi criação de búfalos, as margens do Rio
Tietê, cabem constatar que era um grande local e era as fazendas de um senhor
da colônia bandeirista.
Em
1940, o instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional – IPHAN, por meio
de levantamento e analise fotográfica. Entre 1960 e 1967 indicações as
primeiras intervenções de restauro, foi feito pedidos de tombamento e foi
aprovado no ano de 1972. Com os passar dos anos foi depredado pela comunidade
carente local, sendo seus materiais levados.
Em
1982, um novo processo de tombamento pela Secretaria Estadual da Cultura e por
meio do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico Artístico e
Turístico – CONDEPHAAT.
Hoje
permanece em ruínas, resistem ao tempo, restam apenas pedaços de paredes que
ainda sofrem os efeitos da ocupação urbana desordenada, está sem atenção dos
órgãos públicos, está localizado nas proximidades de Ermelino Matarazzo, na
Zona Leste da Capital da Cidade de São Paulo, na Avenida Dr. Assis Ribeiro número
1000, na ferrovia da CPTM sentido São Miguel Paulista. Discussões estão sendo
travadas entre poderes e comunidades locais para a preservação do espaço, antes
que desapareça do cenário da história do Brasil.
Esse Trabalho foi realizado a partir de pesquisas e para saber mais tem um vídeo que conta um pouco sobre o tema veja abaixo:











Infelizmente, mas um patrimônio cultural, que se perde. O poder destrutivo do homem quanto pessoa, e . horrível queria realmente poder de alguma forma ajudar. Mas assim como o governo o Estado e até mesmo município eu realmente não posso fazer nada, .mas se eu puder ajudar de alguma forma será um prazer, .moro perto desta praça linda mas abandonada, .de um lugar estorico mas sem segurança, .de um lugar onde já se passara anos de histórias índios, colonizadores, descubridorez mas que hoje não e seguro pela quantidade de usuários de drogas e vendedores delas. Infelizmente. Sozinhos não podemos lugar. Aquele lugar e lindo espero . Que possamos um dia velo preservado e restaurado como deve ser. Por lei e ordem . E por tombo assim como e !
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